Em 12 de janeiro de 2026, as taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) no Brasil apresentaram uma queda significativa, fechando a sessão em 13,02% para janeiro de 2028. Essa redução ocorreu em um cenário de noticiário esvaziado, pois o Congresso brasileiro estava em recesso, limitando as influências do mercado local. A taxa para janeiro de 2035 também caiu, marcando 13,48%, com uma diminuição de 7 pontos-base em relação à sessão anterior.
A ausência de novidades negativas permitiu que as taxas futuras se estabilizassem no início do dia, mas acabaram por se firmar em baixa ao longo da tarde. Um analista destacou que a falta de notícias ruins contribuiu para a redução dos prêmios nas taxas. Enquanto isso, o Banco Central e o Tribunal de Contas da União se reuniram para discutir a liquidação do Banco Master, embora esse evento não tenha impactado significativamente a curva de juros.
Contrapõe-se a essa realidade no Brasil o aumento nos rendimentos dos Treasuries nos Estados Unidos, que subiram devido à pressão do governo sobre o Federal Reserve. O presidente do Fed, Jerome Powell, revelou que a instituição enfrentou intimações do Departamento de Justiça dos EUA, o que gerou preocupações sobre a influência governamental nas taxas de juros. Essa situação evidencia a complexidade do cenário econômico global, onde políticas internas de um país podem afetar diretamente o comportamento de mercados internacionais.

