Na primeira sessão do ano, as taxas futuras de juros no Brasil mostraram uma queda significativa, com a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 reduzida para 13,7%. Este movimento ocorreu em um contexto onde o dólar também se desvalorizou, caindo 1,16% e fechando a R$ 5,4256, o que alivia pressões inflacionárias. A liquidez no mercado estava bastante reduzida, sem catalisadores relevantes que pudessem influenciar os negócios.
A diminuição das taxas de juros reflete uma correção em relação a excessos observados em dezembro, quando a volatilidade política havia elevado os juros longos. O economista-chefe de uma instituição financeira destacou que, sem indicadores novos, os juros geralmente acompanham o comportamento do dólar. Com a aproximação do recesso legislativo, as expectativas sobre a agenda econômica permanecem baixas, com nenhuma novidade substancial no horizonte.
As implicações dessa queda nas taxas podem ser significativas para o mercado financeiro. A expectativa de uma possível redução na Selic, atualmente em 15%, está sendo discutida entre especialistas, que veem espaço para cortes. Além disso, as condições políticas e a desaceleração esperada da inflação também devem influenciar as taxas futuras ao longo de 2026, levando o mercado a adotar uma postura mais cautelosa, mas otimista.

