Tarifas dos EUA estimulam independência tecnológica da China, diz pesquisadora

Patricia Nascimento
Tempo: 1 min.

As tarifas elevadas dos Estados Unidos têm fomentado a diversificação do comércio exterior da China, conforme analisado pela pesquisadora Liu Ying, do Instituto Chongyang da Universidade Renmin. Em entrevista, Liu afirmou que, apesar da queda de quase 20% nas exportações chinesas para os EUA, as relações comerciais com outras regiões, como a ASEAN e a União Europeia, estão se expandindo significativamente.

A especialista destacou que, até o final de 2025, o volume total do comércio externo da China deve alcançar um recorde de US$ 6,35 trilhões, com um crescimento nas exportações de 5,5%. Essa mudança no cenário comercial é atribuída, em grande parte, às tarifas norte-americanas, que têm incentivado a China a buscar novos mercados na América Latina, Europa, África e Ásia.

Dessa forma, as medidas protecionistas dos EUA não apenas impactaram negativamente o comércio bilateral, mas também se tornaram um catalisador para a autonomia tecnológica da China. A pesquisa de Liu Ying sugere que, em um cenário global em transformação, a China está se reestruturando para fortalecer sua posição no comércio internacional, diversificando suas parcerias e capacidades tecnológicas.

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