Tardígrados podem ser os últimos sobreviventes da Terra, afirmam cientistas

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

Pesquisadores indicam que os tardígrados, pequenos organismos com impressionante capacidade de sobrevivência, podem ser os últimos seres vivos a resistir ao apocalipse na Terra. Apesar da possibilidade de cenários devastadores como asteroides, supernovas e guerras nucleares, esses microanimais demonstram uma resiliência incomum, desafiando as expectativas biológicas. Com menos de 1,2 milímetro de comprimento, os tardígrados podem suportar condições extremas e até se desidratar, permanecendo em estado de animação suspensa por décadas.

O segredo da sobrevivência dos tardígrados está em sua capacidade de entrar em criptobiose, um estado de dormência que os protege em ambientes hostis. Estudos revelam que, mesmo diante de catástrofes cósmicas, como impactos de asteroides ou explosões de supernovas, esses organismos têm chances elevadas de sobrevivência. Tal resiliência questiona a fragilidade da vida e sugere que, mesmo após a extinção de espécies complexas, a vida pode continuar em formas mais simples e resistentes.

A pesquisa também aponta que, embora as ameaças nucleares representem riscos imediatos à vida complexa, os tardígrados estão bem equipados para sobreviver a cenários extremos. A longo prazo, a verdadeira ameaça à vida na Terra será a transformação do Sol em uma gigante vermelha, o que levará ao fim da vida tal como conhecemos. Contudo, até lá, os tardígrados demonstram que a vida, uma vez estabelecida, possui uma extraordinária capacidade de persistência, destacando a resiliência da natureza diante da adversidade.

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