Suzane von Richtofen, conhecida por ter arquitetado o assassinato de seus pais, pode ser uma das herdeiras do patrimônio de aproximadamente 5 milhões de reais deixados por seu tio, Miguel Abdalla Neto, que faleceu em janeiro deste ano. Sem filhos e com a única irmã de Suzane, Marísia, já falecida, Miguel deixa sua sobrinha e seu irmão, Andreas, como os parentes mais próximos, ambos aptos a reivindicarem a herança.
O contexto legal em torno da herança é complexo, pois Suzane enfrenta a possibilidade de ser considerada indigna por sua condenação anterior. Miguel, em vida, já havia tentado impedir que Suzane herdasse qualquer bem, alegando a indignidade, o que requer uma decisão judicial para ser efetivado. Além disso, a falta de um testamento claro pode complicar ainda mais a situação, já que o tio poderia ter expressado desejos não formalizados sobre a distribuição de seus bens.
Ainda há a possibilidade de que a Justiça reconheça a união estável do tio com uma companheira de longa data, o que poderia reduzir a parte da herança destinada a Suzane e Andreas. Neste cenário, a companheira poderia ter direito a uma fração significativa do patrimônio. Com Suzane atualmente em regime semiaberto e reconstruindo sua vida, a questão da herança adiciona uma nova camada de complexidade ao seu futuro.

