Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão por orquestrar o assassinato de seus pais, pode se tornar herdeira de um patrimônio de aproximadamente R$ 5 milhões deixado por seu tio, Miguel Abdalla Neto, falecido em janeiro de 2026. Como ele não deixou filhos e sua única irmã, Marísia, foi assassinada em 2002, Suzane e seu irmão, Andreas, são os parentes mais próximos e, portanto, têm direito à herança segundo a lei.
A questão da herança de Suzane é complexa, pois ela já foi considerada indigna de herdar os bens de seus pais por decisão judicial anterior. O advogado Frederico Glitz explica que a indignidade pode se aplicar caso um herdeiro tenha cometido crime contra o falecido. No entanto, até o momento, não há evidências de que Miguel Abdalla tenha deixado um testamento ou que tenha planejado deserdar Suzane.
Além disso, a possibilidade de que Miguel tenha vivido em união estável pode impactar a divisão da herança. Se reconhecida, a companheira de Miguel teria direito a uma parte significativa dos bens, reduzindo assim o valor que Suzane e Andreas poderiam receber. Enquanto isso, após 20 anos em regime fechado, Suzane vive no semiaberto e se dedica à maternidade e a novos projetos pessoais.

