No dia 14 de janeiro, a administração Trump decidiu suspender a emissão de vistos de imigração para solicitantes de 75 países, abrangendo nações da África, Ásia, América Latina, Caribe e 10 da Europa Oriental. O Departamento de Segurança Interna justificou a medida ao afirmar que esses imigrantes estariam em ‘alto risco’ de se tornarem dependentes de assistência social, uma posição que reacende comparações com o controverso Ato de Imigração de 1924, que visava branquear a população dos Estados Unidos.
A alegação de que os imigrantes dessas regiões são propensos a depender de benefícios sociais é contestada por especialistas. A maioria dos imigrantes está legalmente impedida de acessar assistência em dinheiro desde 1996, e aqueles que têm direito a programas como o SNAP e Medicaid os utilizam em taxas significativamente mais baixas do que não imigrantes. Além disso, muitos imigrantes, especialmente os indocumentados, contribuem significativamente através de impostos, o que desafia a narrativa de que seriam um ônus para a sociedade.
Essas novas diretrizes têm potencial para impactar negativamente a diversidade e a economia dos Estados Unidos. A restrição à imigração pode limitar a entrada de trabalhadores qualificados e acentuar a discriminação racial nas políticas de imigração. O desdobramento dessa situação será crucial para o futuro das políticas de imigração do país, além de gerar um debate mais amplo sobre a inclusão e os direitos dos imigrantes em meio a um cenário político polarizado.

