A Suprema Corte dos Estados Unidos inicia, nesta terça-feira, uma análise sobre a participação de atletas transgênero em competições femininas. O tribunal, que é predominantemente conservador, examinará impugnações a leis estaduais de Idaho e Virgínia Ocidental que restringem a participação dessas atletas em categorias femininas, refletindo uma crescente polarização sobre o tema nos últimos anos.
O caso de Idaho, originado da Lei de Equidade nos Esportes Femininos de 2020, foi contestado por uma atleta transgênero de uma universidade estatal, que argumenta que a legislação fere a cláusula de proteção igualitária da Constituição dos EUA. Na Virgínia Ocidental, uma estudante do ensino médio também impugnou uma lei que a impediu de competir na equipe feminina de atletismo, levando um tribunal de apelações a decidir que a proibição configurava discriminação de gênero.
A decisão da Suprema Corte, prevista para junho ou julho, poderá estabelecer um precedente importante sobre os direitos de atletas transgêneros e a interpretação de leis de igualdade no esporte. Com uma composição de seis juízes conservadores contra três liberais, o resultado poderá influenciar a legislação em diversos estados que adotaram normas semelhantes nos últimos anos.

