STF nega prisão domiciliar a Bolsonaro após internação em Brasília

Camila Pires
Tempo: 2 min.

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na quinta-feira (1º) negar um pedido de prisão domiciliar feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está internado em Brasília há mais de uma semana. Os advogados argumentaram que o ex-mandatário apresenta risco de agravamento de sua saúde, mas a avaliação do ministro Alexandre de Moraes contradisse essa alegação, afirmando que não houve piora no quadro clínico de Bolsonaro.

Internado desde 25 de dezembro, após passar por cirurgias para tratar uma hérnia inguinal e crises de soluço, o ex-presidente enfrenta diversas complicações de saúde, incluindo apneia do sono e gastrite. A defesa havia solicitado a prisão domiciliar por questões humanitárias, mas o STF considerou que a condição de saúde de Bolsonaro está estável, conforme relatórios médicos recentes. Ele deve receber alta nesta quinta-feira e retornar ao local onde cumpre pena.

Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, continua a contestar as acusações. A decisão do STF mantém a ordem de prisão e destaca a tensão em torno da situação de saúde do ex-presidente, que levanta questões sobre a justiça e a política brasileira. O acompanhamento de sua saúde e as implicações legais de sua condenação seguem sendo pontos de atenção no cenário político atual.

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