O Supremo Tribunal Federal (STF) se prepara para um ano complicado, com gastos previstos de mais de R$ 1 bilhão em 2026. O presidente da Corte, Edson Fachin, busca implementar um Código de Ética para os 11 ministros, numa tentativa de restaurar a confiança pública. A urgência dessa medida se torna evidente após escândalos recentes que envolveram decisões controversas e a atuação de familiares de ministros no tribunal.
A proposta de Fachin, embora considerada o mínimo esperado, enfrenta resistência interna. A situação foi exacerbada pelo caso do Banco Master, que trouxe à tona práticas questionáveis que envolvem ministros da Corte. O episódio, que incluiu viagens e honorários exorbitantes, levanta preocupações sobre a moralidade no Judiciário e a necessidade de regulamentação mais rigorosa.
A adoção de um Código de Ética pelo STF poderá servir de modelo para outras instâncias judiciais no Brasil. A expectativa é que essa iniciativa não apenas traga maior responsabilidade aos membros da Corte, mas também inspire reformas em tribunais estaduais e federais. A integridade do sistema judiciário depende da implementação de normas claras que assegurem a ética nas decisões e ações de seus integrantes.

