STF e TSE têm novas lideranças com perfis divergentes em ano eleitoral

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

O Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciam um novo ciclo de lideranças em um ano crucial para as eleições brasileiras. O STF será presidido por Edson Fachin, com Alexandre de Moraes na vice-presidência, ambos conhecidos por suas posturas intervencionistas. Em contrapartida, o TSE será comandado por Nunes Marques e André Mendonça, indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, o que aponta para uma abordagem menos assertiva na condução do pleito.

A formação do STF, com Fachin e Moraes, é vista como uma continuidade da resposta institucional a ataques e crises enfrentadas em 2022, quando ambos tiveram papel central na defesa da democracia. Por outro lado, o novo comando do TSE é considerado imprevisível, uma vez que seus líderes não possuem experiência em posições de destaque na Justiça Eleitoral. Essa diferença de estilos pode refletir em como a corte lidará com questões sensíveis durante as eleições de 2026, que prometem ser acirradas e repletas de judicialização.

Especialistas alertam que a configuração atual pode gerar tensões no TSE, principalmente com a maioria de membros alinhados ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar de Nunes Marques e Mendonça terem um histórico menos intervencionista, a presença de juristas próximos ao atual governo pode influenciar as decisões. Assim, é esperado que debates intensos surjam à medida que questões eleitorais complexas se aproximam, exigindo uma atuação cuidadosa e fundamentada por parte do tribunal.

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