No último domingo, o Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil decidiu pela soltura de Luis Marcelo Arce Mosqueira, filho do ex-presidente da Bolívia, Luis Arce. Ele havia sido preso preventivamente em Brasília, após um alerta da Interpol relacionado a acusação de violência familiar em seu país. Arce Mosqueira ficou detido por seis dias, desde sua prisão em 30 de dezembro, até a decisão que ocorreu em 4 de janeiro de 2026.
A prisão de Arce Mosqueira gerou repercussão tanto no Brasil quanto na Bolívia, onde ele já enfrentava um processo judicial por agressão física contra sua ex-companheira. A situação se complicou com o pedido de extradição feito pelo governo boliviano ao STF. Contudo, a sinalização da Interpol que motivou sua detenção foi posteriormente cancelada, o que pode ter influenciado na decisão do tribunal brasileiro.
Esse caso levanta importantes discussões sobre a proteção de direitos de cidadãos estrangeiros em território nacional e a colaboração entre os sistemas judiciários dos dois países. A soltura de Luis Marcelo Arce Mosqueira pode impactar a forma como casos semelhantes são tratados no futuro, especialmente em relação a pedidos de extradição e a condução de processos judiciais envolvendo violência doméstica.

