O teórico Sócrates Nolasco lançou recentemente o livro ‘Não Matarás’, no qual examina a complexa relação entre o ódio aos judeus e aspectos da história e do inconsciente coletivo. Ele argumenta que a obsessão e o excesso são elementos que transformam a imagem do judeu em algo monstruoso, perpetuando um estereótipo que persiste ao longo dos séculos.
Nolasco destaca que esse ódio é alimentado por uma necessidade de desconsiderar as próprias raivas e frustrações da civilização, que frequentemente projeta suas ‘bestas’ internas em um alvo definido. O autor sugere que a exigência sobre os judeus é mais rigorosa do que sobre qualquer outro grupo, revelando uma dinâmica que serve para ocultar as contradições da sociedade e para preservar uma ilusão de moralidade.
A obra também discute a importância da Lei na contenção das pulsões humanas, levando a uma reflexão sobre como o antissemitismo se torna um mecanismo de defesa contra os próprios instintos. Ao dissecá-lo, Nolasco busca revelar as interseções entre a história e o inconsciente, propondo um olhar crítico sobre as raízes do ódio que ainda persistem na contemporaneidade.

