Setor produtivo critica manutenção da Selic em 15% ao ano

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

Nesta quarta-feira (28), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano, gerando descontentamento entre representantes da indústria e das centrais sindicais. A medida foi criticada por entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que aponta que os juros elevados desconsideram a recente desaceleração da inflação e prejudicam o crescimento econômico.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, enfatizou que o Banco Central deveria ter iniciado um ciclo de flexibilização monetária, dado que a inflação já caminha para o centro da meta. O setor da construção civil também expressou preocupações, destacando que os juros altos dificultam o crédito imobiliário e reduzem a viabilidade de novos projetos. A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) adotou uma postura mais cautelosa, sugerindo que a decisão reflete incertezas fiscais e externas.

As centrais sindicais, por sua vez, reagiram de maneira severa, considerando a manutenção da Selic como uma penalização para a população. A presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, observou que altos juros encarecem o crédito e resultam em menos empregos. A decisão do Copom, que representa a quinta manutenção consecutiva da Selic nesse patamar, reflete um cenário de inflação ainda acima da meta, deixando o futuro econômico do país em situação incerta.

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