Setor de proteínas brasileiro apresenta resiliência, mas enfrenta desafios em 2026

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

O setor de proteínas no Brasil mostrou resiliência no quarto trimestre de 2025, com a carne bovina se destacando, embora o ano de 2026 comece com sinais de alerta. Segundo análises do Bradesco BBI, as exportações de carne bovina cresceram, mesmo com uma leve queda nos volumes no trimestre. O desempenho positivo foi acompanhado por uma postura cautelosa em relação ao futuro, especialmente devido a pressões sobre as margens e a introdução de cotas de importação pela China.

Os analistas destacam que, apesar do aumento nas exportações para os Estados Unidos, as margens de lucro enfrentam desafios, especialmente no segmento de aves, onde a expectativa de maior produção pode afetar os preços. O BTG Pactual também aponta que as exportações de frango atingiram recordes, mas as margens domésticas estão em tendência de queda. A pressão sobre os custos, especialmente de ração, é um fator crucial que poderá impactar a lucratividade do setor.

Em meio a esse cenário, a JBS se destaca como a principal recomendação de compra, devido à sua diversificação e capacidade de geração de caixa. Embora a carne bovina brasileira ainda tenha fundamentos fortes, a desaceleração do abate e os desafios impostos por novas políticas comerciais exigem atenção. O setor de proteínas, portanto, enfrenta um ciclo menos favorável, com a necessidade de adaptação às novas realidades de mercado.

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