O ex-presidente da FIFA, Sepp Blatter, manifestou apoio a um boicote de torcedores às partidas da Copa do Mundo nos Estados Unidos, em razão da postura do governo de Donald Trump. O apoio foi anunciado em uma postagem no X, onde ele se alinhou às críticas feitas por Mark Pieth, advogado suíço e especialista em combate à corrupção. Blatter, que presidiu a FIFA de 1998 a 2015 e renunciou amid a uma investigação de corrupção, é uma das vozes proeminentes a questionar a escolha dos EUA como anfitrião do torneio.
As preocupações levantadas por Blatter e Pieth se concentram em questões como a proibição de viagens e a repressão a manifestantes e migrantes nas cidades americanas. Pieth, em entrevista ao Jornal suíço Der Bund, sugeriu que os torcedores deveriam evitar os Estados Unidos e assistir aos jogos pela televisão, alertando sobre possíveis dificuldades na entrada ao país. A situação se complica ainda mais com a recente suspensão de viagens que afetou torcedores de países como Senegal e Costa do Marfim, que agora enfrentam barreiras para acompanhar suas seleções.
Com a Copa do Mundo programada para ocorrer de 11 a 19 de junho, o movimento de boicote pode ganhar força à medida que a data se aproxima. Oke Göttlich, vice-presidente da federação alemã de futebol, também expressou a necessidade de considerar seriamente a ação de boicote. A crescente oposição entre torcedores e figuras influentes no futebol revela um clima de descontentamento que pode impactar a imagem do evento e a participação dos fãs internacionais.

