Os separatistas do Iêmen, apoiados pelos Emirados Árabes Unidos, anunciaram em 2 de janeiro o início de uma transição de dois anos para a criação de um Estado independente no sul do país. Este anúncio ocorre em um contexto de bombardeios da Arábia Saudita, que busca expulsar os separatistas da região, resultando em um aumento das tensões no conflito que envolve o governo iemenita e os rebeldes huthis.
O presidente do Conselho de Transição do Sul, Aidarous al Zubaidi, afirmou que um referendo de autodeterminação será organizado nesse período, lembrando que o sul do Iêmen já foi um Estado independente entre 1967 e 1990. A situação se agrava com os recentes ataques aéreos sauditas, que resultaram em diversas mortes entre os separatistas, aumentando a pressão sobre a coalizão liderada pela Arábia Saudita, que está em conflito com os huthis desde 2015.
As hostilidades continuam, mesmo com os Emirados Árabes Unidos anunciando a retirada de suas tropas do Iêmen, e a divisão entre os aliados sauditas e emiratenses se torna cada vez mais evidente. Essa dinâmica pode levar a um agravamento da já severa crise humanitária no país, que enfrenta uma das piores crises do mundo, com milhões afetados e um elevado número de mortos desde o início do conflito.

