Senadores exploram caso do Banco Master em disputa eleitoral acirrada

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

Os senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Arthur Lira (PP-AL) estão se posicionando em relação ao caso do Banco Master, que passou por liquidação judicial. Ambos, rivais na corrida por vagas no Senado, buscam o apoio do Tribunal de Contas da União (TCU) para alavancar suas campanhas em outubro. O Banco Central é alvo de questionamentos sobre a lentidão em sua resposta à situação do banco, que estava sob suspeita de irregularidades desde 2019.

Calheiros pretende investigar as razões pelas quais o Banco Central não tomou medidas mais eficazes antes da falência do Banco Master, que tinha operações atreladas ao Fundo Garantidor de Créditos. Além disso, ele busca esclarecer a atuação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em relação a fundos de investimento que, segundo investigações, poderiam estar relacionados a atividades ilícitas. Lira, por sua vez, nega ter pressionado o TCU e tenta se distanciar das acusações que envolvem sua aliança com o relator do caso no tribunal.

O desdobramento desse caso pode impactar significativamente as campanhas eleitorais, uma vez que ambos os senadores utilizam a situação para ganhar visibilidade e apoio. A pressão sobre o Banco Central e o TCU pode gerar mudanças nas práticas de fiscalização e na transparência das operações financeiras no país. Assim, a disputa política em torno do Banco Master não apenas molda o cenário eleitoral, mas também levanta questões cruciais sobre a responsabilidade das instituições financeiras.

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