A Lei 15.325, sancionada em 6 de janeiro de 2026 pelo presidente Lula, reconhece oficialmente a profissão de multimídia para influenciadores digitais no Brasil. O senador Alan Rick, relator da lei, destacou que essa regulamentação traz maior segurança jurídica para os profissionais, permitindo que suas atividades sejam formalizadas e tributadas. Apesar dos avanços, a legislação não aborda questões éticas e obrigações, deixando lacunas importantes na regulamentação do setor.
Durante entrevista à coluna GENTE, o senador enfatizou que a nova lei aproxima a formação profissional da realidade do mercado de trabalho, permitindo contratações formais e inclusão em editais e concursos. A medida visa profissionalizar o setor, oferecendo previsibilidade nas relações de trabalho. No entanto, muitos especialistas questionam se a falta de diretrizes éticas pode resultar em problemas futuros para a indústria digital.
O reconhecimento da profissão de multimídia é um passo significativo, mas gera discussões sobre a necessidade de uma regulamentação mais abrangente. Com a tributação das atividades publicitárias, espera-se que o mercado se torne mais organizado. Contudo, a ausência de normas claras sobre ética e responsabilidade pode desviar o foco das melhores práticas necessárias em um ambiente digital em constante evolução.

