A partir de 12 de janeiro de 2026, o seguro-desemprego no Brasil passa a ter um novo teto de R$ 2.518,65, um aumento em relação ao valor anterior de R$ 2.424,11. O reajuste de 3,9% foi realizado em conformidade com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2024, refletindo a necessidade de adequação aos custos de vida. Além disso, o piso do benefício também foi elevado, passando de R$ 1.518 para R$ 1.621.
Os novos valores do seguro-desemprego se aplicam tanto aos trabalhadores que já estão recebendo o benefício quanto aos que solicitarão pela primeira vez. A parcela a ser paga é calculada com base na média das três últimas remunerações do trabalhador antes da demissão, e a tabela de faixas salariais foi ajustada para garantir que os beneficiários recebam um valor justo. Este ajuste é relevante, especialmente em um cenário onde a taxa de desemprego no país chega a 5,2%, a menor desde 2012.
Com esse aumento no seguro-desemprego, espera-se que os trabalhadores demitidos encontrem um suporte financeiro mais robusto durante o período de transição até a reintegração ao mercado de trabalho. O Ministério do Trabalho e Emprego ressalta que o benefício é crucial para garantir a manutenção da renda dos trabalhadores dispensados sem justa causa. O acesso ao seguro-desemprego continua a ser regulamentado, exigindo que os solicitantes cumpram determinados requisitos para a concessão do benefício.

