O CEO da Schneider Electric, Olivier Blum, enfatizou em uma entrevista à CNBC que a Europa se encontra em um ponto crucial na competição global por desenvolvimento em Inteligência Artificial. Segundo ele, o continente não pode retroceder em relação a potências como Estados Unidos e China, pois isso poderia comprometer sua eficiência econômica e soberania tecnológica.
Blum, que lidera uma empresa com quase dois séculos de história, destacou que a IA é essencial para a evolução do setor energético. Ele mencionou que a eletrificação avança em diversas áreas, mas a verdadeira diferenciação estará na capacidade de gerenciar essa demanda de maneira digital e flexível, especialmente diante do alerta sobre um déficit potencial de 175 GW nos EUA até 2033.
O executivo ainda ressaltou a necessidade de investimentos em pesquisa e desenvolvimento, que deverão aumentar para 7% da receita. A meta da Schneider Electric é não apenas manter sua posição no mercado, mas também garantir que a tecnologia de IA se torne uma realidade acessível e eficiente em todo o mundo, promovendo uma soberania digital que é crucial para a competitividade global.

