As sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos ao Irã e à Venezuela têm causado um impacto significativo em suas economias, afetando diretamente a população. Estudos recentes mostram que essas medidas são utilizadas como uma estratégia de política externa para pressionar governos considerados adversários. O Irã, alvo de múltiplas sanções, enfrenta uma desvalorização acentuada de sua moeda e uma inflação que ultrapassa 40%, resultando em protestos sociais contra as condições econômicas adversas.
Além das sanções bilaterais dos EUA, o Irã também sofre restrições impostas pelo Conselho de Segurança da ONU, que visam impedir o desenvolvimento de seu programa nuclear. A economista Juliane Furno destaca que as sanções dificultam a entrada de dólares no país e agravam a crise econômica, levando a uma queda drástica nas exportações de petróleo. O bloqueio econômico, que se intensificou após a Revolução Iraniana de 1979, tem contribuído para um aumento da pobreza e da desigualdade social entre a população iraniana.
A relatora da ONU, Alena Douhan, alerta que as sanções têm efeitos devastadores sobre os direitos humanos e a saúde pública no Irã. Com a redução das receitas do Estado, a disponibilidade de medicamentos essenciais foi comprometida, resultando em aumento de preços e escassez de tratamentos. As implicações dessas sanções vão além da economia, afetando diretamente a qualidade de vida dos cidadãos e gerando um ciclo de vulnerabilidade social que requer atenção internacional.

