Sanções dos EUA agravam colapso econômico na Venezuela

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

As sanções econômicas dos Estados Unidos têm desempenhado um papel crucial no colapso da economia venezuelana, intensificando a crise que se arrasta desde 2013. Impostas sob a justificativa de promover direitos humanos e democracia, essas medidas têm resultado em um bloqueio significativo ao setor petroleiro, crucial para a economia do país, que depende quase exclusivamente do petróleo para suas receitas de exportação.

Desde 2017, a Venezuela enfrenta uma recessão profunda, com aproximadamente 75% do PIB consumido pela crise. A imposição de restrições ao acesso de financiamento e transações comerciais, além do congelamento de ativos, tem exacerbado a situação, levando a um aumento alarmante na migração, com mais de 7,5 milhões de cidadãos deixando o país. Especialistas divergem sobre as causas da crise, mas muitos concordam que as sanções são um fator determinante no agravamento das condições de vida.

O impacto das sanções é visível, pois a economia venezuelana começou a apresentar sinais de recuperação em 2022, após o relaxamento de algumas medidas sob a administração Biden. No entanto, as projeções indicam que uma nova onda de sanções poderia resultar em um aumento adicional na emigração, com estimativas de que até um milhão de venezuelanos poderiam deixar o país nos próximos anos. A complexa interação entre política interna e pressões externas continua a moldar o destino da Venezuela e seu povo.

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