As sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos têm sido um fator crucial no colapso econômico da Venezuela, que já enfrenta uma crise severa desde 2013. O governo americano, sob a justificativa de promover direitos humanos e combate ao narcotráfico, implementou medidas coercitivas que obstruíram o financiamento da indústria petroleira e dificultaram transações financeiras. A recessão, que resultou na emigração de mais de 7,5 milhões de venezuelanos, se intensificou com a adoção de sanções em 2017.
Estudos apontam que o impacto das sanções, somado à queda drástica dos preços do petróleo, agravou a situação econômica do país. As sanções, além de restringirem importações, desestimularam negociação com empresas de outros países, resultando em uma perda significativa de receitas. Especificamente, a indústria petroleira, que representa mais de 95% das exportações da Venezuela, sofreu uma retração acentuada após a imposição das medidas, levando a um cenário de hiperinflação e escassez de bens essenciais.
Enquanto especialistas divergem sobre as responsabilidades pela crise, evidências sugerem que as sanções têm um papel preponderante no aprofundamento das dificuldades econômicas. A reimposição de medidas severas pode resultar em um aumento estimado na emigração de venezuelanos, o que levanta preocupações sobre a estabilidade regional. A recente leve recuperação econômica observada em 2022, após a flexibilização das sanções, destaca a complexidade da situação e a necessidade de uma abordagem mais cuidadosa por parte da comunidade internacional.

