A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, anunciou um corte de impostos a ser implementado no próximo ano fiscal, após convocar uma eleição antecipada. A manobra visa fortalecer seu governo ou, se não for bem-sucedida, forçá-la a renunciar. Takaichi justifica a dissolução da Câmara Baixa como uma forma de buscar apoio popular para suas políticas econômicas.
Analistas indicam que a popularidade de Takaichi poderá beneficiar o Partido Liberal Democrata, que perdeu a maioria nas duas Casas devido a escândalos de financiamento. Uma vitória sólida permitiria a implementação de medidas econômicas mais robustas, embora a efetividade dessas ações dependa das negociações com a Câmara Alta. As preocupações com a situação fiscal do Japão aumentam à medida que os estímulos e a possível suspensão temporária de impostos sobre alimentos se tornam temas centrais.
A desvalorização do iene e a queda dos títulos públicos refletem o impacto das políticas anunciadas por Takaichi. A primeira-ministra assegurou que o governo reagirá a movimentos especulativos, mantendo a sustentabilidade fiscal como prioridade. Contudo, caso a coalizão governista não consiga vencer a eleição, Takaichi confirmou que deixará o cargo, intensificando a pressão sobre sua administração.

