Sanae Takaichi, a primeira mulher a assumir o cargo de Primeira-Ministra do Japão, anunciou sua intenção de dissolver a Câmara dos Representantes para convocar uma eleição antecipada. Essa decisão, que pode ter impactos significativos em sua liderança, ocorre em um momento em que o Partido Liberal Democrático (LDP) enfrenta desafios nas pesquisas de opinião e perdeu a maioria no Senado nas eleições de 2025.
O objetivo de Takaichi é estabilizar sua posição e garantir uma maioria na câmara de 465 membros, onde seu partido possui atualmente 233 cadeiras. Entretanto, há vozes dentro do LDP que questionam a estratégia, argumentando que a nova administração ainda precisa demonstrar resultados antes de se apresentar aos eleitores. A oposição também critica a antecipação da eleição, temendo que isso atrase a aprovação do orçamento fiscal de 2026 e a implementação de medidas para o alívio dos preços.
A expectativa é que Takaichi faça um anúncio oficial em breve, e sua decisão poderá moldar o futuro político do Japão. Especialistas comentam que, ao buscar uma vitória eleitoral decisiva, Takaichi pretende não apenas fortalecer sua posição interna, mas também melhorar sua imagem no cenário internacional, apesar do risco de sua popularidade diminuir em função de questões econômicas. A situação permanece tensa à medida que as eleições se aproximam e a oposição se mobiliza para contestar sua estratégia.

