O Brasil enfrentou, em 2025, uma significativa saída líquida de dólares, totalizando US$ 33,3 bilhões, conforme informou o Banco Central em 7 de janeiro. Este valor representa a segunda maior evasão de dólares na série histórica, apenas atrás do registrado em 2019, quando o montante chegou a US$ 44,7 bilhões.
Os fatores que contribuíram para esse fluxo cambial negativo incluem uma saída líquida do canal financeiro de US$ 82,5 bilhões, que abrange investimentos e remessas. Em contrapartida, o canal comercial apresentou uma entrada de US$ 49,2 bilhões, insuficiente para compensar a fuga financeira. Apesar disso, a valorização do real ao longo do ano foi impulsionada por altas taxas de juros e um dólar mais fraco globalmente.
As implicações dessa saída intensa de dólares geram preocupações sobre a resiliência da economia brasileira. O desempenho do real sugere que, mesmo diante de um fluxo cambial adverso, a moeda pode se beneficiar de condições favoráveis no mercado financeiro. Contudo, a tendência de evasão financeira e o aumento das importações podem afetar a estabilidade econômica a longo prazo.

