No último sábado, um incêndio deliberado na rede elétrica de Berlim causou um apagão que afetou mais de 45 mil residências e 2 mil empresas, deixando hospitais e escolas sem aquecimento em pleno inverno. O prefeito da cidade, Kai Wegner, do partido União Democrática Cristã, classificou o episódio como um ato de terrorismo, atribuindo a responsabilidade a ‘extremistas de esquerda’ que reivindicaram a ação em uma carta enviada às autoridades.
As chamas danificaram linhas de energia essenciais em vários distritos, incluindo Nikolassee e Zehlendorf, e, segundo Wegner, colocaram em risco a vida de pacientes e cidadãos vulneráveis. A interrupção de energia teve um impacto significativo, desligando sistemas de aquecimento e afetando a iluminação pública, bem como telecomunicações e semáforos. O Grupo Vulcão, que reivindicou a sabotagem, argumentou que seu objetivo era atacar a indústria de energia fóssil, não causar apagões.
Além dos danos imediatos, o incidente destaca a vulnerabilidade das infraestruturas na Alemanha, que já enfrenta um alerta máximo contra atividades de sabotagem. Com a previsão de milhões de euros em prejuízos para as empresas afetadas, a situação gera preocupações sobre a segurança e a resiliência da rede elétrica do país. A reconexão total da energia para os afetados pode levar dias, obrigando escolas a fecharem temporariamente e levantando questões sobre a preparação para futuros ataques.

