No dia 6 de janeiro, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia emitiu uma declaração condenando as ‘ameaças neocoloniais’ e a ‘agressão armada’ contra a Venezuela. O comunicado ocorreu em um momento crítico, logo após a posse da presidente interina, reforçando que o país deve ter o direito de determinar seu próprio destino sem interferência externa. A Rússia expressou sua firme solidariedade com o governo e o povo venezuelano, em um contexto de crescente tensão política e militar na região.
A nota da chancelaria russa destacou os esforços das autoridades venezuelanas para proteger a soberania nacional, sem mencionar diretamente os Estados Unidos. Em seu comunicado, a Rússia criticou a ‘agressão armada’ do governo norte-americano, ressaltando a importância de garantir que a América Latina permaneça uma ‘zona de paz’. A posição russa evidencia uma clara oposição às intervenções externas, especialmente em um cenário onde a Venezuela enfrenta múltiplas crises internas e externas.
Com a prisão do ex-presidente Nicolás Maduro e sua esposa, a Rússia se coloca como um aliado estratégico da Venezuela, prometendo apoio contínuo. Isso pode ter implicações significativas nas relações internacionais, especialmente nas dinâmicas de poder na América Latina e nas políticas de segurança dos Estados Unidos. A situação permanece tensa, e a resposta russa poderá influenciar os desdobramentos futuros da crise venezuelana.

