Neste sábado, a Rússia lançou um ataque maciço com drones e mísseis contra as cidades de Kiev e Kharkiv, enquanto as negociações de paz ocorriam nos Emirados Árabes Unidos. O ataque resultou na morte de uma pessoa e ferimentos em pelo menos 15, surpreendendo as autoridades ucranianas. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia expressou indignação, afirmando que o ato de agressão contradiz os esforços diplomáticos em andamento.
As ofensivas coincidem com uma crise energética na Ucrânia, onde extensos cortes de energia afetam cerca de 80% do território, complicando ainda mais a situação da população em meio ao inverno rigoroso. Em Kiev, milhares de apartamentos estão sem aquecimento, colocando em risco os moradores. As negociações de paz são marcadas por impasses, especialmente em relação à presença russa na região do Donbass, já dominada pelas forças de Moscou.
O ataque russo levanta dúvidas sobre a sinceridade de seu compromisso com o processo de paz, enquanto o presidente ucraniano apela à comunidade internacional por apoio. A situação permanece tensa, com o Kremlin exigindo a retirada das forças ucranianas do Donbass como condição para qualquer acordo duradouro. O desdobramento deste conflito e as reações internacionais podem moldar o futuro das relações entre os dois países.

