Desde 15 de janeiro, o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses no complexo da Papudinha, em Brasília, após ser condenado por sua participação em atos golpistas. Um relatório recente da Polícia Militar do Distrito Federal descreve sua rotina, que inclui atendimentos médicos, sessões de fisioterapia, caminhadas e visitas de familiares e advogados.
Durante os primeiros dias na prisão, Bolsonaro recebeu múltiplos atendimentos médicos, com registros que variam de três a cinco consultas em um único dia. A maioria dessas avaliações é voltada para o monitoramento de sua saúde, considerando os problemas de saúde que se agravaram após o atentado que sofreu em 2018. O documento enviado ao Supremo Tribunal Federal também menciona que o ex-presidente não se dedicou à leitura ou ao trabalho, atividades que poderiam contribuir para a remição de sua pena.
A pressão de aliados de Bolsonaro para que o Supremo conceda prisão domiciliar baseia-se principalmente em seu estado de saúde. Embora o ex-presidente tenha se mantido ativo com caminhadas, sua situação clínica permanece um ponto de preocupação. Os desdobramentos desse caso podem impactar a percepção pública sobre a Justiça e a política no Brasil, especialmente em relação a figuras proeminentes como Bolsonaro.

