No dia 31 de janeiro, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou uma anistia geral para todos os prisioneiros políticos do país. O anúncio foi feito durante um evento no Tribunal Supremo de Justiça em Roma, como parte de uma reestruturação política após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, ocorrida em 3 de janeiro. A proposta de anistia será apresentada à Assembleia Nacional para fomentar a coexistência pacífica na Venezuela.
Rodríguez ressaltou que a decisão foi discutida com Maduro e pediu que não haja violência ou vingança, promovendo assim uma nova fase de reconciliação no país. Além da anistia, a presidente se comprometeu a fechar a penitenciária de El Helicoide, conhecida por ser um centro de tortura, transformando-a em um espaço para atividades sociais e culturais. Contudo, detalhes específicos sobre a implementação dessas mudanças ainda não foram divulgados.
A anistia ocorre em um contexto de crescente pressão internacional, com relatos de violações dos direitos humanos em prisões venezuelanas. A líder da oposição, María Corina Machado, afirmou que a medida é resultado de pressões dos Estados Unidos, e não um gesto genuíno do regime. A expectativa agora é que prisioneiros políticos possam se reunir com suas famílias em breve, sinalizando uma possível mudança no clima político do país.

