Repressão se intensifica na Venezuela sob nova liderança interina

Marcela Guimarães
Tempo: 2 min.

Na Venezuela, a repressão se intensifica após a deposição de Nicolás Maduro, com o ministro do Interior, Diosdado Cabello, enviando forças de segurança para patrulhar as ruas de Caracas. A oposição, liderada por María Corina Machado, critica a presidente interina, Delcy Rodríguez, questionando sua confiabilidade e seu papel na manutenção do regime autoritário. O governo reitera sua postura com postagens de Cabello ao lado de policiais armados, enquanto relatos de patrulhas em áreas como Petare se tornam comuns.

Machado, que está exilada desde novembro, descreve a detenção de Maduro como um avanço significativo para a liberdade e dignidade humana. Em entrevista, ela expressou desconfiança em relação a Rodríguez, que, apesar de sua reputação pragmática nos EUA, continua ligada ao legado de Chávez e Maduro. A pressão sobre a oposição se intensifica, com a detenção de jornalistas e a criação de postos de controle militar em Caracas, levantando preocupações sobre a segurança e a liberdade de imprensa.

Com a situação política da Venezuela se deteriorando, as implicações para a segurança e os direitos humanos tornam-se cada vez mais evidentes. A presença militar nas ruas e a repressão à liberdade de expressão indicam uma continuidade na estratégia do regime em silenciar a dissidência. O futuro político do país permanece incerto, especialmente com a influência de líderes internacionais e a resposta da comunidade global diante das ações do governo interino.

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