Repatriação de Paquetá expõe falhas no mercado do futebol brasileiro

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

O Flamengo anunciou a repatriação de Lucas Paquetá, que retorna ao clube após uma transferência do West Ham por 42 milhões de euros. Em contrapartida, o jogador havia sido vendido ao Milan em 2018 por 35 milhões de euros, revelando uma disparidade de 7 milhões de euros em um intervalo de oito anos. Essa transação levanta questionamentos sobre a dinâmica do mercado de futebol no Brasil e a gestão financeira dos clubes.

O movimento de repatriação não é um caso isolado. Jogadores como Gérson e Vitor Roque também tiveram trajetórias que refletem essa tendência, onde clubes brasileiros pagam valores exorbitantes para trazer de volta atletas que foram vendidos por preços menores. Essa realidade evidencia um desequilíbrio financeiro que indica a dificuldade dos clubes em se tornarem organizações sólidas e sustentáveis, além de sublinhar a tendência de jovens talentos serem vendidos precocemente para o exterior.

As implicações dessa prática são profundas, uma vez que os clubes brasileiros enfrentam o desafio de manter seus talentos e evitar que eles sejam absorvidos por ligas europeias. O retorno de jogadores com idade avançada e, muitas vezes, não em sua melhor forma, representa um investimento duvidoso. Assim, a necessidade de uma reestruturação e adaptação do modelo de negócios dos clubes se torna cada vez mais evidente para garantir a competitividade e a saúde financeira do futebol nacional.

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