Em 21 de janeiro de 2026, Julio Casares anunciou sua renúncia ao cargo de presidente do São Paulo Futebol Clube, em meio a uma operação do Ministério Público e Polícia Civil que investiga a venda ilegal de camarotes no Morumbi. Sua saída foi precipitada pela votação no Conselho Deliberativo, que favoravelmente se posicionou pelo impeachment, refletindo a insatisfação com sua gestão marcada por denúncias de corrupção e má gestão financeira.
Casares optou por renunciar antes da assembleia final, alegando que sua decisão não implica reconhecimento de culpa, mas busca preservar a saúde e a integridade do ambiente esportivo. A gestão do clube, que enfrentou um aumento significativo da dívida, agora está sob a liderança interina de Harry Massis Junior, que deve enfrentar desafios financeiros e políticos substanciais para estabilizar a situação do Tricolor.
A renúncia não significa o fim dos problemas para o São Paulo, que ainda precisa lidar com a influência de figuras controversas dentro da diretoria. A nova administração tem a tarefa crítica de despolitizar a gestão e implementar uma reestruturação financeira que permita um futuro mais sólido para o clube, que já enfrenta dificuldades no departamento de futebol e no mercado de transferências.

