Relatório revela rotina de Jair Bolsonaro na detenção do Papudinha

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

Um relatório da Polícia Militar do Distrito Federal enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), detalha a rotina do ex-presidente Jair Bolsonaro no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha. O documento, que abrange o período de 15 a 27 de janeiro de 2026, indica que Bolsonaro não participou de atividades de remição de pena por leitura, apesar de ter solicitado essa opção, e não houve registros de trabalho laborativo durante sua custódia.

De acordo com o relatório, o ex-presidente recebeu atendimentos médicos praticamente diários, realizados tanto por profissionais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal quanto por médicos particulares. Além disso, foram registradas sessões de fisioterapia e caminhadas supervisionadas, embora em alguns dias não tenha havido atividades físicas. O documento também menciona visitas frequentes de advogados e familiares, incluindo encontros com a ex-primeira-dama e o vereador Carlos Bolsonaro.

A documentação foi elaborada em cumprimento a uma determinação judicial e destaca que todos os procedimentos seguiram as normas legais e administrativas. A ausência de atividades de remição de pena por leitura e a rotina de atendimentos médicos levantam questões sobre as condições de detenção de Bolsonaro e o cumprimento de direitos previstos para detentos, além de possíveis implicações legais para a gestão de sua custódia.

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