Relatório alerta sobre violência persistente contra crianças na América Latina

Jackelline Barbosa
Tempo: 1 min.

Um novo relatório da Organização Panamericana da Saúde (OPAS) e do UNICEF revela que a violência contra crianças e adolescentes permanece como uma séria ameaça à saúde e bem-estar na América Latina e no Caribe. Entre 2015 e 2022, a região registrou 53.318 homicídios de jovens, com uma disparidade preocupante nas taxas entre os sexos, refletindo um aumento da violência armada e desigualdades sociais.

O documento detalha que 6 em cada 10 crianças até 14 anos sofrem disciplina violenta em casa, enquanto um quarto dos adolescentes vivencia bullying. Iniciativas brasileiras, como o programa Primeira Infância Melhor e a Lei da Escuta Protegida, são citadas como exemplos eficazes de políticas públicas que podem ajudar a prevenir a violência e proteger as crianças, destacando a importância de ambientes seguros para seu desenvolvimento.

A OPAS e o UNICEF enfatizam a necessidade urgente de fortalecer as leis de proteção à infância e garantir o controle das armas. Durante uma consulta ministerial regional, foram discutidas ações concretas para criar ambientes mais seguros para crianças e adolescentes, com o objetivo de reduzir a violência e promover o acesso à justiça e serviços de saúde adequados na região.

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