A Marinha Real do Reino Unido anunciou no dia 16 de janeiro de 2026, o lançamento de seu primeiro helicóptero autônomo, projetado para missões de rastreamento de submarinos e operações de alto risco. O veículo, que recebeu um investimento de 60 milhões de libras, é um reflexo das crescentes preocupações dos países do Atlântico Norte em relação a um possível conflito armado na região, especialmente em função do interesse dos Estados Unidos na Groenlândia.
O helicóptero, chamado Proteus, foi desenvolvido para operar em ambientes desafiadores sem expor operadores humanos ao risco, conforme destacado por Nigel Colman, diretor administrativo da empresa responsável por sua construção. A crescente atenção dos EUA à Groenlândia, que inclui o envio de tropas europeias para reforçar a segurança da ilha, levanta questões sobre a dinâmica de poder no Ártico e as reações da Rússia e da China, que negam ser uma ameaça à região.
Além de servir como plataforma de testes para novas tecnologias, o Proteus representa uma mudança significativa na aviação marítima, prometendo maior persistência e adaptabilidade em missões críticas. À medida que as tensões se intensificam, a introdução desse helicóptero pode alterar a forma como as nações ocidentais abordam a segurança no Atlântico, especialmente em um momento de incertezas políticas e estratégicas entre potências globais.

