Reconhecimento de Israel à Somalilândia gera tensões no Chifre da África

Marcela Guimarães
Tempo: 2 min.

No dia 26 de dezembro de 2025, Israel tornou-se o primeiro país a reconhecer formalmente a Somalilândia como um Estado independente, um ato que provocou reações negativas na região do Chifre da África. O reconhecimento, que envolve interesses geopolíticos complexos, destaca a importância estratégica da Somalilândia, situada no estreito de Bab el-Mandeb, acesso vital ao mar Vermelho. A decisão não apenas afeta a soberania da Somália, mas também levanta questões sobre o papel da União Africana e a estabilidade regional.

A Somalilândia, que declarou independência em 1991, possui seu próprio governo e moeda, mas até o final de 2025 não havia obtido reconhecimento internacional. O apoio de Israel pode ser interpretado como uma tentativa de conter a influência de potências rivais como Irã e Turquia, que têm interesses na região. Especialistas, como Rafaela Serpa e Alexandre dos Santos, destacam que essa situação pode intensificar a instabilidade na Somália e em países vizinhos, já afetados por conflitos e crises humanitárias.

O reconhecimento da Somalilândia por Israel pode criar um precedente perigoso, ao evidenciar um ‘reconhecimento seletivo’ que ignora a questão da Palestina. Essa ação pode dificultar a reunificação da Somália e a realização de um referendo sobre a independência da Somalilândia. Assim, a situação permanece delicada, com a União Africana em uma posição complicada frente às ações unilaterais que desafiam a governança internacional na região.

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