Queda de 17% nas ações da Intel surpreende investidores

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

Na última sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, as ações da Intel despencaram 17% após a empresa não conseguir atender à demanda crescente por chips voltados para data centers que utilizam inteligência artificial. Este movimento representou a maior queda das ações da multinacional desde 2024, ofuscando resultados financeiros que, embora acima do esperado, não foram suficientes para tranquilizar os investidores.

A Intel, que enfrenta desafios de produção, viu suas ações valorizarem 84% ao longo de 2025, impulsionadas por investimentos significativos de empresas como SoftBank e Nvidia. Apesar de um crescimento na demanda por seus chips tradicionais, a empresa luta para atender o mercado, levando analistas a prever que o ponto mais baixo em sua cadeia de suprimentos ocorrerá em março, com uma possível recuperação no segundo trimestre.

Com a queda resultando na perda de mais de US$ 35 bilhões em valor de mercado, a Intel se vê diante de obstáculos significativos, incluindo a escassez global de memória, que pode impactar a demanda por computadores pessoais. Investidores agora analisam as estratégias do CEO, que propôs cortes de gastos e uma abordagem mais conservadora em relação à fabricação, enquanto a competitividade com empresas como a AMD continua a aumentar.

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