Entre os dias 3 e 9 de janeiro de 2026, quatro migrantes faleceram enquanto estavam sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE). Os casos incluem dois hondurenhos, um cubano e um cambojano, e ocorrem em um contexto de crescente tensão após um incidente em Minnesota, onde um agente do ICE disparou contra uma mulher, gerando protestos em diversas cidades do país.
As mortes estão ligadas a problemas de saúde, como problemas cardíacos e sintomas de abstinência, refletindo as condições difíceis enfrentadas nas instalações de detenção. O ICE registrou um aumento significativo no número de detidos, com aproximadamente 69.000 pessoas sob custódia, e a expectativa é que esse número aumente ainda mais, impulsionado por um novo financiamento aprovado pelo Congresso.
A alta taxa de mortalidade sob custódia do ICE, que atingiu 30 mortes em 2025, está gerando críticas contundentes de defensores dos direitos humanos. A diretora de uma organização de advocacia chamou a situação de ‘verdadeiramente espantosa’, pedindo o fechamento dos centros de detenção e uma revisão das políticas de imigração do governo Trump, que tem sido amplamente criticado por seu tratamento a migrantes.

