O presidente da Rússia, Vladimir Putin, recebeu nesta quarta-feira, 28, o presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, em uma reunião crucial que acontece pela segunda vez desde a queda de Bashar al-Assad em 2024. Este encontro ocorre em um momento em que Moscou busca preservar suas bases militares no território sírio, frente a um ambiente regional instável e preocupações sobre o ressurgimento de grupos jihadistas, como o Estado Islâmico.
A visita de al-Sharaa, a segunda em apenas quatro meses, reflete a tentativa da Síria de fortalecer laços com a Rússia, que foi um aliado vital durante a guerra civil síria. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, expressou otimismo sobre os diálogos, afirmando que a presença militar russa na Síria será um tema central. Contudo, a delicada situação envolvendo Bashar al-Assad, que vive exilado na Rússia, ainda paira sobre as negociações.
Recentemente, a Rússia retirou suas forças do aeroporto de Qamishli, na zona autônoma curda da Síria, o que indica uma mudança na dinâmica do controle territorial. As forças curdas, embora ainda dominem partes da região, enfrentaram perdas significativas para o exército sírio, mostrando como o cenário militar e político continua a evoluir rapidamente. As implicações dessa reunião podem afetar não apenas a Síria, mas também as relações internacionais na região.

