Lideranças do PT e ministros de Estado estão intensificando a pressão sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para que ele se candidate novamente ao governo de São Paulo nas eleições de 2026. Essa estratégia se baseia na percepção de que ter um palanque competitivo no maior colégio eleitoral do país é fundamental para o plano de reeleição do presidente Lula. Ao mesmo tempo, o governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, se destaca como favorito, o que gera incertezas sobre a candidatura de Haddad.
O cenário atual remete às eleições passadas, quando Haddad apareceu bem nas pesquisas, mas acabou não se elegendo. Apesar de ter recebido 10,9 milhões de votos, sua derrota para Tarcísio trouxe à tona a hesitação do petista em se lançar na corrida eleitoral novamente. Influentes no PT, como a ministra Gleisi Hoffmann, argumentam que Haddad é uma opção crucial para o partido se deseja ser competitivo contra Tarcísio.
A hesitação de Haddad se intensifica em meio à pressão de correligionários que consideram sua candidatura vital para a reeleição de Lula. No entanto, a cúpula do PT admite que, mesmo que não vença, Haddad é o nome mais forte para enfrentar o governador. O futuro político de Haddad e a estratégia do PT para as eleições de 2026 permanecem incertos, à medida que a pressão por uma chapa forte aumenta.

