Protestos nos EUA exigem investigação após mortes ligadas ao ICE

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

A morte de um homem de 37 anos, baleado por agentes de imigração em Minneapolis, intensificou os protestos contra a política do ICE nos Estados Unidos. No domingo, 25 de janeiro, aproximadamente mil pessoas se reuniram no centro da cidade exigindo justiça e uma investigação independente sobre a morte de Alex Pretti e outra vítima, Renee Good, que também foi assassinada por um agente federal no início do mês.

O governador de Minnesota, Tim Walz, reiterou a necessidade de retirada dos agentes federais do estado, caracterizando o momento como um ponto de inflexão para o país. Em contrapartida, o presidente Donald Trump defendeu a atuação dos agentes, alegando que Pretti representava uma ameaça, embora testemunhas tenham contestado essa versão, mostrando-o com um telefone na mão antes do disparo. A tensão entre os governos estadual e federal se intensifica em meio à pressão pública por responsabilidade.

Além dos protestos em Minneapolis, manifestações ocorreram em outras cidades, como Chicago, onde os ativistas enfrentaram condições climáticas severas para se manifestar. A situação também repercutiu no Congresso, com senadores democratas tentando barrar um pacote de US$ 10 bilhões destinado ao ICE, o que poderia resultar em uma paralisação do governo. A demanda por transparência nas investigações e a responsabilização dos agentes envolvidos continua a crescer, sinalizando um momento crítico para as políticas de imigração nos EUA.

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