Os protestos no Irã, que começaram no final de 2025, emergiram em resposta a queixas econômicas e rapidamente se transformaram em um movimento de resistência à repressão do governo. A resposta violenta do regime, incluindo mortes e bloqueios de internet, expôs as fraquezas do governo dos aiatolás e levantou preocupações sobre uma possível intervenção militar dos Estados Unidos sob a administração de Donald Trump.
O contexto atual é marcado por uma política expansionista dos EUA, que não apenas impôs tarifas severas ao Irã, mas também flertou com a ideia de uma invasão. O regime iraniano, por sua vez, atribui a escalada dos protestos à manipulação externa, acusando potências rivais de infiltrarem agentes entre os manifestantes. Com a morte de aproximadamente 2 mil pessoas e a prisão de mais de 10 mil, a situação se torna crítica e potencialmente explosiva.
As tensões internas levantam especulações sobre a possibilidade de queda do regime, mas especialistas alertam que a base de apoio ao governo ainda é significativa. Além disso, figuras como Reza Pahlavi, filho do xá deposto, tentam capitalizar a insatisfação popular, embora a falta de apoio unânime dificulte uma mudança de regime. O futuro do Irã permanece incerto, à medida que a população enfrenta a repressão e a possibilidade de uma guerra civil, exacerbada pela influência de potências estrangeiras.

