Protestos no Irã resultam em mortes e acirram tensões sociais

Rafael Barbosa
Tempo: 1 min.

Confrontos entre manifestantes e forças de segurança no Irã resultaram em pelo menos seis mortes, conforme relatado pela imprensa local em 1º de janeiro. Os protestos, que começaram em Teerã no domingo, se intensificaram em várias cidades, com comerciantes fechando suas lojas em resposta à crescente hiperinflação e à desvalorização da moeda.

A República Islâmica enfrenta uma crise econômica severa, caracterizada por escassez de produtos básicos e um aumento médio de 52% nos preços em comparação com o ano anterior. As autoridades, incluindo o presidente Masoud Pezeshkian, reconheceram a necessidade de abordar as questões de subsistência da população, enquanto o procurador-geral advertiu sobre consequências severas para aqueles que tentarem transformar os protestos em violência.

A mobilização atual, embora menos expressiva que os protestos de 2022, revela o descontentamento persistente da população. Com a moeda nacional em queda e um ambiente de insegurança crescente, as autoridades devem agir rapidamente para evitar uma escalada na violência e atender às demandas da população insatisfeita.

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