Protestos no Irã resultam em 648 mortos, aponta ONG

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Desde o início dos protestos no Irã, em 28 de dezembro, a ONG Iran Human Rights anunciou que pelo menos 648 manifestantes perderam a vida. O diretor da organização, Mahmood Amiry Moghaddam, pediu à comunidade internacional que atue em defesa dos civis diante da violência perpetrada pela República Islâmica. O número de mortos pode ser ainda maior, com estimativas sugerindo que mais de 6.000 pessoas poderiam ter falecido devido à repressão.

A ONG destacou que a verificação do número real de vítimas é extremamente complicada, especialmente após o apagão quase total da internet, que durou cerca de quatro dias. Esse controle da comunicação dificulta o acesso a informações confiáveis e a confirmação de relatos de abusos. A situação crítica dos direitos humanos no Irã tem atraído a atenção global, gerando preocupações sobre a resposta do governo às manifestações.

As consequências dessa repressão vão além das vidas perdidas, afetando a imagem internacional do Irã e a confiança em suas instituições. O apelo por proteção internacional aos manifestantes civis se torna cada vez mais urgente, à medida que a repressão continua. O futuro dos protestos e a possibilidade de mudança social no Irã permanecem incertos, mas a pressão internacional pode desempenhar um papel crucial nesse contexto.

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