Nos últimos dias, uma onda de protestos no Irã tem revelado a insatisfação crescente da população frente a uma crise econômica alarmante. Os manifestantes, que começaram a se mobilizar em resposta à inflação galopante e à desvalorização do rial, expressam sua raiva contra o governo, resultando em confrontos que deixaram pelo menos seis mortos em diversas cidades, incluindo Lordegan e Azna.
A inflação, que chegou a 52% em dezembro, e a queda do poder aquisitivo têm gerado um clima de insatisfação generalizada, com especialistas apontando que as manifestações vão além das questões econômicas. O descontentamento político se intensifica, refletindo uma crise de confiança na administração e um clamor por mudanças, com slogans que desafiam diretamente a liderança do país, incluindo o líder supremo, Ali Khamenei.
Enquanto o governo tenta mitigar a situação através de promessas de diálogo e reformas, a repressão às manifestações tem sido severa. Observadores alertam que, embora algumas medidas possam oferecer alívio temporário, a insatisfação popular continuará se as mudanças não forem significativas. As recentes declarações de figuras da oposição no exílio sugerem que o regime pode estar em seus últimos dias, aumentando a pressão sobre as autoridades para uma resposta eficaz.

