Protestos no Irã: crise econômica gera mortes e repressão violenta

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

Os protestos no Irã começaram em 28 de dezembro de 2025, impulsionados pela insatisfação popular com a crise econômica e a desvalorização do rial, que alcançou 1,47 milhão por dólar. A inflação dos alimentos atingiu 72% em 2025, e a resposta do governo foi insuficiente, resultando em uma forte repressão às manifestações, que já causaram milhares de mortes. As autoridades enfrentam crescente pressão, enquanto o descontentamento se espalha por diversas cidades do país.

A situação econômica do Irã tem se deteriorado há anos, exacerbada pelas sanções e pela má gestão financeira. O PIB vem apresentando crescimento abaixo de 3%, e a perda de receitas do petróleo aumentou os déficits orçamentários. A recente eliminação de subsídios e o aumento de impostos propostos pelo novo presidente, Masoud Pezeshkian, geraram mais descontentamento entre a população, que já se vê obrigada a vender bens pessoais para sobreviver.

Com a repressão aos manifestantes se intensificando e a internet bloqueada, o governo enfrenta um dilema: como restaurar a ordem sem acirrar ainda mais o descontentamento popular? A ameaça de um colapso social é real, e o cenário político se complica com a intervenção de potências estrangeiras, como os Estados Unidos, que também influenciam a dinâmica interna do Irã. O futuro do país permanece incerto, com a possibilidade de novos protestos e uma crise humanitária em potencial.

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