Protestos no Irã causam 65 mortes e mais de 2.300 prisões

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

Os protestos no Irã, que começaram em 28 de dezembro, já resultaram na morte de ao menos 65 pessoas e na prisão de mais de 2.300 manifestantes, de acordo com a Human Rights Activists News Agency. Esses eventos, que se intensificaram devido a uma crise econômica severa, são considerados os maiores da última década, com grandes manifestações ocorrendo em cidades como Teerã e Mashhad. O governo iraniano, em resposta, implementou um apagão digital, dificultando a comunicação entre os cidadãos.

A insatisfação da população é alimentada pela inflação e pela desvalorização do rial, que tornaram difícil a aquisição de bens essenciais. Apesar das evidências de um número elevado de mortos, as autoridades não confirmaram oficialmente as estatísticas. O exilado Reza Pahlavi, líder da oposição, convocou uma nova onda de protestos e uma greve nacional, buscando mobilizar ainda mais a população contra o regime.

A situação no Irã gera preocupações internacionais, com chamadas à moderação feitas por líderes da França, Reino Unido e Alemanha. Além disso, o ministro das Relações Exteriores de Omã chegou a Teerã para discutir a crise, refletindo a complexidade das relações diplomáticas na região. O desdobramento dessa crise pode impactar não apenas o Irã, mas também as dinâmicas geopolíticas do Oriente Médio.

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